• Carolina Rocha

Quando o isolamento se transforma em compartilhamento

Atualizado: Jul 22


Lá em abril de 2020, quando tentávamos nos adaptar às restrições impostas pelo isolamento social e lidar com tantas emoções e sensações diferentes, tivemos uma ideia que mudou o modo como percebemos e vivemos a quarentena devido ao novo coronavírus.

Logotipo da ação social Quarentena Criativa, desenvolvida pela editora Palavra Bordada, com a palavra Quarentena escrita em verde e em letras maiúsculas, e a palavra Criativa escrita em vermelho e em letras minúsculas

A partir desse momento surgiu o Quarentena Criativa. O simples fato de nos movimentarmos para fazer o bem transformou o ânimo da nossa equipe e iluminou o nosso dia a dia com esperança.


Durante quase 90 dias, trabalhamos intensamente: a formulação do projeto, a escolha dos parceiros que nos ajudariam nessa trajetória solidária, a divulgação e o chamamento aos autores. Na primeira fase de reportagens sobre o Quarentena Criativa recebemos apoio de diversos sites e veículos de comunicação, fundamentais em levar essa boa nova aos que desejavam colocar no papel pensamentos e emoções desses dias incertos.


Foram semanas lendo os textos recebidos, debatendo sobre eles, trocando opiniões com o Robertson Frizero, curador desse projeto e nosso grande amigo. Depois da escolha veio a edição, a revisão, o contato com os autores, a parte burocrática de se fazer um livro, o projeto gráfico e o grande presente de ter uma ilustração do Jotapê Pax na capa.



Solidariedade em movimento


Com a obra concluída, em pré-venda, começamos uma segunda fase de divulgação, ainda mais importante. Contar ao mundo que um grupo de escritores havia se voluntariado e doado seus direitos autorais para que o livro Quarentenas se tornasse concreto. Espalhar a notícia de que uma editora de Canoas, cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre, estava trabalhando de modo voluntário para colaborar com o Centro de Educação Profissional São João Calábria foi a missão dada à Anelise Zanoni. Além de assessora de imprensa da Palavra Bordada, Anelise é uma das autoras presentes na obra.

Imagem de um dispositivo de leitura digital, um Kindle, com a capa do livro Quarentenas, editado pela Palavra Bordada. A capa é uma ilustração do artista Jotapê Pax, em tons de vermelho, amarelo, verde, azul, rosa, entre outros.

Dias de planejamento, centenas de e-mails disparados, dezenas de ligações e trocas de mensagens e eis que o Quarentenas ganhou capas e páginas de jornais, sites, reportagens na TV e posts nas redes sociais. O livro, a ação solidária, a editora e os autores foram notícia no Estadão, Época Negócios, Istoé, Correio do Povo, Zero Hora, O Pioneiro, Rede Massa, Diário da Grande ABC, Coletiva.Net, Tribuna, entre tantos outros veículos.

E tudo isso porque lá no início da quarentena decidimos que queríamos fazer algo para ajudar o nosso próximo, a quem mais precisava, mesmo sem poder sair de casa.



Um sincero agradecimento


Então, se você chegou até aqui, ao final desse textão de análise/desabafo/alegria incontidos, muito obrigada!

Se já comprou o seu exemplar digital do Quarentenas, muito obrigada!

Se assistiu nossas lives, muito obrigada!

Se compartilhou os links de pré-venda, venda, as reportagens etc, muito obrigada!

Se foi no site da Amazon ou no Skoob e fez uma recomendação do livro, muito obrigada!


E se você ainda não fez tudo isso, mas fez um gesto similar, ajudando uma instituição que precisa, muito obrigada!


Queremos estimular a leitura, a experiência com novos modos de ler, a escrita, os novos autores, a solidariedade e o amor ao próximo.


Somos assim. Somos a Palavra Bordada. Acreditamos que a sua história merece ser contada. E lida. E compartilhada. E se ela puder mudar a realidade de alguém, ainda melhor.


Vida longa ao Quarentenas!


Carolina Rocha