• Carolina Rocha

Praça, livros e autógrafos: está aberta a temporada de feiras do livro

Um dos momentos mais esperados por autores, leitores, editores e livreiros está de volta. Depois de um ano em que tiveram que ser canceladas ou realizadas de modo unicamente digital, as feiras dos livros voltam às praças! E, pela primeira vez, a Palavra Bordada e os autores do selo Quatorze VinteUm participarão das sessões de autógrafos!


Leitores seguram em suas mãos livros e conversam com livreiros em uma das bancas da Feira do Livro de Porto Alegre de 2019. Foto Diego Lopes/Divulgação Feira do Livro
Feira do Livro de Porto Alegre de 2019 - Foto Diego Lopes/Divulgação Feira do Livro
“Se o povo não vem à livraria, vamos levar a livraria ao povo”.

Foi a partir desse lema e com o intento de tirar das livrarias o estigma de que eram elitistas, que em 1955 aconteceu a primeira Feira do Livro de Porto Alegre, atualmente em sua 67ª edição. Naquele ano, apenas 14 barracas de livreiros da capital ocuparam as vias da Praça da Alfândega, escolhida por ser um dos principais pontos de circulação de pedestres do Centro da capital gaúcha, que naquela época tinha cerca de 400 mil habitantes.


A inspiração para a Feira do Livro de Porto Alegre surgiu de um evento semelhante realizado na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, e do qual o jornalista Say Marques, diretor secretário do extinto Diário de Notícias, participou. A ideia foi apresentada aos editores e livreiros gaúchos e abraçada com entusiasmo. Duas marcas da feira surgiram depois: as tradicionais sessões de autógrafos que passaram a ser realizadas a partir de 1956 e a participação dos sebos, com a venda de livros usados, o que ocorreu apenas na década de 1980.

As bancas são montadas, desde 1955, na Praça da Alfândega, um dos principais pontos de circulação de pedestres em Porto Alegre. Feira do Livro 2019 - Foto Pedro Heinrich/Divulgação Feira do Livro
Feira do Livro 2019 - Foto Pedro Heinrich/Divulgação Feira do Livro


Canoas também tem tradição em Feira do Livro


A tradição da Feira do Livro de Porto Alegre acabou por disseminar eventos semelhantes por diversas cidades. No Rio Grande do Sul, em especial, dezenas de municípios realizam festivais em praças com um formato semelhante: venda de livros, sessões de autógrafos, oficinas de escrita, contação de histórias, debates e seminários.


Um exemplo dessa disseminação é a Feira do Livro de Canoas. Embora a primeira edição tenha ocorrido em 1982, apenas em 1986 o evento passou a ser realizado anualmente na Praça da Bandeira, no centro da cidade.


Em sua 37ª edição, a Feira do Livro de Canoas, terá a estreia da Palavra Bordada com uma sessão de autógrafos do selo Quatorze VinteUm. Os autores do selo estarão presentes para autografar seus livros, seguindo os protocolos de segurança para prevenção da Covid-19.


Na quinta-feira, 7 de outubro, às 16h, o autor e morador de Canoas, Daniel Ricci Araújo, autografa Uma vontade inadiável de acabar com este mundo. Neste mesmo horário acontece a sessão de autógrafos do livro Superlativo absoluto poético: suspirado em fatos reais, de Maria Eduarda Novaes. As duas sessões serão realizadas no Café Literário, espaço montado dentro da Feira do Livro de Canoas, na Rua Coronel Vicente, 1.



Voltar a ter esse contato presencial, com todos os cuidados, é fundamental para que possamos retomar as atividades culturais e sociais, rever amigos, conhecer autores e outros universos, por meio dos livros.



Curiosidades sobre feiras do livro:

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  • A maior Feira do Livro é realizada em Frankfurt, na Alemanha. Ela acontece desde 1949, sempre no mês de outubro, reunindo mais de sete mil expositores de 10 países. É frequentada por editores, agentes literários e livreiros, pois trata-se de um evento nos quais se negociam direitos de tradução, venda e mesmo adaptações para cinema.